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Celular x brinquedo: estamos perdendo o espaço do brincar?

09/12/2025 11:26h

Celular x brinquedo: estamos perdendo o espaço do brincar?

Hoje é impossível imaginar uma casa sem telas. Celulares, tablets e TVs fazem parte da rotina, das crianças e dos adultos. Eles ajudam, distraem, salvam momentos de correria e até ensinam. Mas, aos poucos, uma pergunta começou a preocupar pais e especialistas:
Será que os celulares estão roubando o espaço dos brinquedos?
Ou será que a forma de brincar apenas mudou?

A verdade é mais complexa  e também muito mais interessante do que parece.

O celular entrou no brincar, mas não substituiu a brincadeira

O que mudou não foi apenas a tecnologia, mas o tempo disponível para brincar.
Rotinas cada vez mais aceleradas, pais sobrecarregados, excesso de estímulos e pouco espaço ao ar livre fizeram do celular uma solução rápida e prática.

Mas isso não significa que os brinquedos perderam importância  apenas que estão disputando atenção em um cenário completamente novo.

Por que o celular atrai tanto as crianças?

1. Respostas rápidas

Cores, sons, recompensas imediatas — tudo isso cria um ciclo que prende a atenção.

2. Zero esforço

Enquanto brinquedos exigem imaginação, o celular entrega tudo pronto.
É mais fácil, mas não necessariamente melhor.

3. A sensação de “participar do mundo”

Vídeos, músicas e jogos fazem as crianças sentirem que estão conectadas com algo maior.

O problema não é usar o celular, mas substituir todo o tempo de brincar por ele.

Quando o celular domina, o brincar se esconde

Brinquedos desenvolvem habilidades que nenhum conteúdo digital consegue substituir:

  • criatividade
  • coordenação motora
  • convivência social
  • imaginação
  • resolução de problemas
  • paciência
  • autonomia

Quando uma criança tem pouco contato com brincadeiras reais, perde a chance de treinar tudo isso.

E isso explica por que tantos pais sentem que os pequenos estão:

  • mais irritados
  • menos criativos
  • com dificuldade de se concentrar
  • cansados mais rápido

A culpa não é do celular mas do desequilíbrio.

Brincar continua sendo essencial

Mesmo com toda a tecnologia, as pesquisas mostram que as crianças continuam apaixonadas por:

  • blocos de montar
  • carrinhos
  • instrumentos musicais
  • bonecos
  • jogos simples
  • brinquedos de exploração
  • brincadeiras ao ar livre

Isso porque o brinquedo coloca a criança no papel ativo da história, enquanto a tela a coloca como espectadora.

A infância precisa dos dois mas em proporções saudáveis.

Como equilibrar sem demonizar o celular?

✔ Use telas com intenção

Quando possível, escolha conteúdos que estimulem criatividade, música, aprendizado.

✔ Deixe espaços da casa como “zona sem tela”

Mesa, quarto e hora das brincadeiras livres.

✔ Reforce o brincar físico

Deixe brinquedos acessíveis, convidativos e variados.

✔ Ofereça alternativas reais

Desenhar, montar, inventar, explorar o ambiente… as opções são infinitas.

✔ Brinque junto sempre que possível

Quando o adulto participa, o brinquedo vence fácil.

O foco não é proibir, é recuperar o espaço do brincar.

E o que isso significa para o lojista de brinquedos?

Boa notícia: as crianças não deixaram de amar brinquedos.
O que mudou foi a forma de competir pela atenção delas.
Hoje, os brinquedos que mais se destacam são os que oferecem:

  • experiência sensorial
  • construção independente
  • movimento
  • música
  • imitação do mundo real
  • interação social

Isso porque eles entregam exatamente o que a tela não entrega:
ação, presença, imaginação, toque, vínculo e criação.

A Auge acredita no equilíbrio  e no poder do brincar

Aqui na Auge, entendemos que as telas fazem parte da vida moderna, mas o brincar físico continua sendo insubstituível.Por isso, conectamos lojistas a produtos que mantêm viva a essência da infância: criatividade, movimento, imaginação e tempo de qualidade.Afinal, quando uma criança brinca de verdade, ela aprende, se desenvolve, cria memórias  e se torna protagonista da própria história.

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